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O Impacto da Transformação Digital no Mercado de Trabalho

19 de agosto, 2018

Recentemente me deparei com um estudo global da Deloitte sobre as tendências no mercado de trabalho. Fiquei bem impressionado sobre as expectativas das gerações mais novas: 43% dos Millennials preveem deixar o próprio emprego em até 2 anos (e apenas 28% pretende ficar mais de 5 anos no mesmo emprego). Para a Geração Z (nascidos a partir do fim dos anos ’90), o número é ainda mais alto: 61% preveem deixar o emprego nesse prazo.

A primeira pergunta que me fiz foi, brincando: “Eu sou um Millenial, e estou alcançando os 5 anos na mesma empresa: devo me preocupar?”.

A segunda foi: “Será então que o mercado de trabalho está levemente mudando?”

Isso é evidente.

A verdade é que O MUNDO ESTA MUDANDO.

Estamos no meio da 4a Revolução Industrial, que é na verdade a Transformação Digital, caracterizada pela combinação  de tecnologias que estão juntando as esferas físicas, digital e biológica – e que pode levar a Singularity, o momento em que os avanços da tecnologia irão render as maquinas mais inteligentes que as pessoas (segundo o Ray Kurtzweil, futurista e diretor de Engenharia no Google, esse momento deve acontecer em 2045).

O avanço da tecnologia não está mais linear mas sim exponencial, a sociedade está altamente fragmentada assim como o cenário politico – e essa transformação gerou o famoso cenário VUCA: volátil, incerto, complexo e ambiguo.

Momentos de crise apresentam enormes oportunidades, claro, mas ao mesmo tempo enormes desafios: sobre nosso papel no mercado de trabalho, sobre a maneira que absorvemos conhecimento, sobre como lidar com pessoas.

Tudo isso é reforçado pelo que a teoria das relações liquidas do Zygmunt Bautmann, que relata que a tecnologia baixou as barreiras para interação nessa sociedade, previu: as plataformas digitais rendem possível busca de emprego, e busca de talentos, com enorme rapidez.

Nesse cenário VUCA, a maioria dos Millenials mostram uma necessidade de serem confortados, pois estão pessimistas sobre a perspectiva de progresso politico e social, e expressam preocupação com igualdade social, inclusão, e sustentabilidade ambiental e econômica.

TUDO ISSO GERA UM DESCOLAMENTO ENORME ENTRE AS EXPECTATIVAS DAS NOVAS GERACOES, CRESCIDAS NO MUNDO DIGITAL, E AS EMPRESAS MAIS TRADICIONAIS QUE NAO SE ADAPTARAM AINDA.

Por isso, o leque de competências que o setor de RH precisa reconhecer e desenvolver nesse cenario é totalmente diferente do passado, assim como as prioridades do trabalhadores de hoje são diferentes do que antes.

O que é IMPORTANTE para os trabalhadores nesse cenário?

A mesma pesquisa aponta os top 5 elementos:

1 – remuneração (nenhuma surpresa);

2 – uma cultura positiva de empresa (isso também é algo que já se fala há muito tempo).

Tudo bastante obvio até agora.

MAS agora vem a parte interessante:

3 – flexibilidade (de horários, de localidade, de tarefas, etc)

4 – oportunidades de desenvolvimento (particularmente de soft skills, como capacidade de se relacionar, autoconfiança, ética, e pensamento critico)

5 – diversidade (de todas as formas).

O que isso nos conta?

Os primeiros 2 são fatores chaves para ATRACÃO de talentos

E VIMOS QUE AQUI NAO ESTA O PROBLEMA, porque são temas que as empresas já gerenciam bem (se bem que cultura ainda mais ou menos).

Os últimos 3 são fatores chaves da LEALDADE, ou, migrando para os termos do mundo digital, RETENÇÃO.

É AQUI QUE ESTA O PROBLEMA, E É AQUI ONDE AS EMPRESAS PRECISAM SE ADAPTAR.

Podemos até ser bons a fazer propostas atrativas para os talentos, mas ainda não temos um ambiente de trabalho pronto para retê-los.

Fazendo um paralelo com o mundo Mobile, é comprovado que em até 3 dias, 80% dos usuários que baixaram teu app hoje vão desinstala-lo em até 3 dias.

Não com a mesma rapidez, mas o mesmo está acontecendo no mercado de trabalho. Rotatividade muito alta Temos que nos transformar com urgência!

A transformação digital está mudando também o leque de competências que são importante para se sobressair e ter sucesso nesse cenário. Para os recrutadores então, quais são as características olhar num potencial candidato?

    • FLEXIBILIDADE COGNITIVA (a capacidade de nosso cérebro pensar em múltiplos conceitos contemporaneamente, e de transitar entre diferentes áreas do conhecimento com rapidez)
    • PENSAMENTO CRITICO (a atitude de desafiar o status quo, e encontrar as lacunas em produtos, processos, e mercados. Até porque se a gente achar que as coisas estão bem como estão, nos estamos totalmente enganados).
    • ESPECIALISTA EM COMPORTAMENTO HUMANO (o motivo número 1 de fracasso de start ups é a falta de suficiente demanda: para seu produto ou serviço, é importante uma análise socioeconômica, psicológica que vai além dos números. É preciso sensibilidade)
    • ALTRUÍSMO DIGITAL (alguém que coloque o ser humano ao centro da experiência de negócio, e realmente tenha o propósito de ajudar as pessoas. Alguém que não se prenda a B2B, B2C ou modelos tradicionais de negócio, mas foque no H2H,)
  • MOVIDO A METAS (tudo é quantificável, e sem resultado, nos não vamos para lugar nenhum).

Se a gente não reconhecer essas características e não se adaptar, vamos perder as enormes oportunidades que esse cenário proporciona.

Posso dizer esses ultimos 4 anos de Tinder aprendi muito.

Focado em criar um ambiente de trabalho baseado em flexibilidade, desenvolvimento e foco no lado humano, nos conseguimos montar um time global de profissionais, e seres humanos, com uma mente FLEXÍVEL, com uma mente INOVADORA, e com uma mente DO BEM.

O Mesmo se aplica ao Zen.

O mesmo se aplica ao Filmr.

O mesmo é importante que você faça.

O seu desafio é criar esse ambiente de trabalho flexível que valoriza diversidade e fornece desenvolvimento pessoal, para trazer e reter as melhores pessoas para sua empresa.

Estamos falando de fatos, e não de hipóteses.

Estamos falando de experiencias reais, e não de possibilidades.

Porque ao final,

Não é o quanto a pessoa é inteligente, é o quanto sabe se adaptar.

Não é o quanto  é talentosa, é o quanto o código mental é flexível.

Não é quanto você paga seu funcionário, é quanto você o desenvolve.

VALORIZEMOS MAIS os gaps no curriculum

Valorizemos as experiencias fora do comum.

Valorizemos as pessoas que questionam, que desafiam as próprias crenças, e que nem sempre escolhem o caminho mais fácil.

VALORIZEMOS os insucessos, até porque o sofrimento é o agente incentivador de mudança preferido pela natureza.

Para encerrar, quero resgatar a pesquisa da Deloitte e mencionar o que acho ser o resultado mais importante: essa nova geração de trabalhadores valoriza mais os líderes que estão comprometidos em ter um impacto positivo na sociedade.

SEJA UMA DELES.

Só assim vai chamar a atenção dos melhores.

Palestra Sobre Transformação Digital - Revolução 4.0 - Andrea Iorio

Ciao,
EU SOU O ANDREA

EMPREENDEDOR. PALESTRANTE. NÔMADE. CRIADOR DE CONTEUDO. INVESTIDOR. MINIMALISTA.

Aqui vai encontrar algumas idéias, reflexões e conteúdos sobre os temas que mais me apaixonam.

Desde como desenhar seu próprio estilo de vida, até como ter sucesso no meio da Transformação Digital, tudo é voltado a gerar provocações intelectuais que incentivem MUDANÇA em nossas vidas.

 

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