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Admitamos, nos negócios nós não pensamos com rigor em melhoria contínua; o raciocínio é, geralmente, rotineiro e estável…  Contudo, se tem uma coisa que os esportes nos mostram é que podemos treinar para melhoria constante e visível. No caso dos atletas, isso é visto na força corporal, na preparação física e no foco no resultado. […]

Admitamos, nos negócios nós não pensamos com rigor em melhoria contínua; o raciocínio é, geralmente, rotineiro e estável… 

Contudo, se tem uma coisa que os esportes nos mostram é que podemos treinar para melhoria constante e visível. No caso dos atletas, isso é visto na força corporal, na preparação física e no foco no resultado. Por que não poderíamos adaptar isso às nossas capacidades cognitivas e, consequentemente, gerar um impacto positivo nos negócios que fazemos?

 Refleti sobre isso esses dias, quando me deparei com dois criadores de conteúdo (e autores de livros ótimos) no YouTube que são ex-membros das forças de elite do Exército Americano: David Goggins e Jocko Willink. David Goggins tem 3 milhões de seguidores no Instagram, é corredor de ultramaratona, e triatleta. Aos 45, ele se parece bem mais novo que eu (que ainda nem cheguei aos 40!). 

Jocko Willink eu já conhecia, até mesmo “antes da fama”, já que ele é bastante presente na comunidade do jiu-jitsu. Pra mim, ele é hoje um dos melhores podcasters do mundo (com seu Jocko Podcast), canal onde ele aborda muito a questão da disciplina. Jocko até chega a declarar que adiar o despertador quando ele toca é uma derrota, já que render-se a esse recurso pode afetar todas as áreas da sua vida. Afinal, é uma concessão que você faz a si mesmo e perde a disciplina.  

Toda escolha é uma renúncia, certo?

 Pois bem, aqui eu admito: faço parte do time dos derrotados, nesse sentido, e até acho esses conselhos exagerados, às vezes. Mas, como Jocko é um brutamontes assustador, eu nunca teria a coragem de contar isso pra ele pessoalmente; portanto, seja uma pessoa boa e guarde meu segredo! ;p 

Enfim, recomendo a você acompanhar os dois, mas, agora, vamos voltar um pouco ao David Goggins. Ele tem uma recomendação no mínimo interessante: “faça todo dia algo que te deixe desconfortável”. Quando ouvi o ex-Navy Seal falando isso, na mesma hora me veio à mente uma lenda do esporte que diz mais ou menos a mesma coisa: Kobe Bryant.

Brilhante como jogador de basquete, um gênio de sua geração, Kobe nos deixou muito cedo, em janeiro deste ano, vítima de um acidente aéreo. Contudo, uma de suas inúmeras heranças é a sua tão famosa “mentalidade mamba”, que tem como um dos pilares sair da zona de conforto diariamente e, assim, melhorar um por cento por dia.

Há uma máxima que diz que fora da zona de conforto é onde a mágica acontece, e atletas como Kobe nos provam que ela é real.

Disciplina para melhorar continuamente

Esse talvez seja o motivo pelo qual os atletas de alto rendimento colocam metas cada vez mais ambiciosas em suas carreiras: puxar-se para fora da zona de conforto. Assim, eles podem, de fato, aspirar por uma medalha olímpica, ou se consagrarem os melhores de suas áreas, já que trabalham justamente para isso.

Inclusive, aqui vai uma curiosidade: os jogos olímpicos ocorrem uma vez a cada quatro anos (tirando os de Tóquio, adiados para 2020 por causa da pandemia), mas esses quatro anos entre os jogos têm um nome: Olimpíadas! Sabia? Pois é, estamos justamente nas olimpíadas, aguardando Tóquio chegar. 

Percebeu a sutileza? Nos quatro anos que separam um período de jogos olímpicos do outro, os atletas não estão no “descanso” ou “ressaca dos jogos” ou “vamos deixar para nos preocupar com isso mais pra frente”. O nome desse intervalo é, literalmente, sua própria meta. Pronto. Quem se esquecer disso pode, inclusive, perder a chance de participar dos futuros jogos. 

E ainda tem mais: os atletas costumam chamar os meses que antecedem os jogos de “ciclo olímpico”, período que eles estarão ainda mais focados em melhorar sua resistência ou performance. Não podemos nos esquecer que nos pódios olímpicos vemos realização de sonhos não de um ou dois meses, nem de desejos passageiros: quem está ali, ouvindo o hino do seu país, dedicou e dedica a vida à realização daquele momento. 

Sem disciplina, claro, isso seria impossível – e a prova está nos próprios jogos. Nas cerimônias de abertura não vemos milhões de esportistas desfilando; são centenas, apenas. Existem países que mandam apenas dois ou três atletas para a competição. Podiam mandar alguém mediano? Claro (não fossem as eliminatórias). Mas que efeito faria alguém mediano ou ruim no meio da nata dos melhores do mundo?

 Sonhar é bom, não custa nada e é uma forma de nos impulsionarmos sempre rumo à nossa própria evolução; mas, sem disciplina, não há realização possível. Por outro lado, é imprescindível que a dedicação que te cobra esse compromisso seja algo do seu mais profundo afeto. Afinal, disciplina sem amor é tortura.

A marcha do líder

Ok, Andrea, já entendi que os atletas olímpicos são muito dedicados e tudo o mais, mas eu nunca pisei, sei lá, em um tatame de ginástica durante toda minha vida. O que é que eu tenho a ver com a vida dos esportistas de alto rendimento?

 Pode confiar quando eu digo que você tem tudo a ver com eles, caso aspire, realmente, a liderança. 

Quando eu era adolescente, na Itália, fazia atletismo e cheguei a disputar campeonatos nacionais de corrida de meio fundo – uma combinação matadora de velocidade e distância em corridas como 800 metros, 1000 metros ou 1500 metros. Lembro até hoje das inúmeras tardes de inverno passadas na pista de atletismo de Celle Ligure com meu treinador, Giorgio Ferrando, e sua motivação para que eu sempre me superasse. 

Tinha uma marca que, para mim, era imbatível: descer abaixo dos 3 minutos nos 1000 metros. Essa era minha meta.

Só para você ter uma ideia, o recorde mundial nos 1000 metros pertence ao queniano Noah Ngeny e seus 2 minutos, 11 segundos e 96 milésimos de segundo. E eu lá, na correria, e o máximo que conseguia era ficar na casa dos 3 minutos e 10 segundos. Mas não desistia: enquanto eu visse aquele 3 no cronômetro, eu não sossegava. 

Vendo meu esforço, o treinador Giorgio buscou me motivar por um caminho diferente: começou a me cobrar bater os 3 minutos e 9 segundos, em vez de ficar na casa dos 10 ou 11. Eu achei aquilo estranho, já que a meta era 2 minutos e 59 segundos, mas treinadores são treinadores por um motivo, certo? Fiz o que ele cobrou. E, quando conquistei os 3’09”, Giorgio me cobrou 3’08”.  

Admito, com honestidade, que até hoje não consegui descer da marca dos 3 minutos, mas progredi muito mais melhorando um pouco a cada dia do que almejando algo ambicioso, mas difícil de atingir – coisa que, às vezes, só verdadeiras máquinas humanas, como Noah Ngeny, vão alcançar. E, quer saber? Tá tudo bem. 

Mas, porém, contudo, entretanto, todavia, vale lembrar que minha meta não era ser um atleta olímpico ou o homem mais rápido do mundo. Eu só queria descer a 2 minutos, me sentiria realizado com essa meta pessoal. Se você está aí, treinando atletismo, querendo bater o recorde do Noah porque é isso que você quer para sua vida, parar no “tá tudo bem” é um erro estratégico.    

Explico: minha história reflete um pouco o conceito de Marcha das 20 Milhas do Jim Collins (se você não faz ideia do que seja isso, recomendo ouvir o episódio 7 do Metanoia Lab), onde ele diz que o maior obstáculo à melhora constante é a procrastinação. Existe uma diferença entre o “tá tudo bem, eu conquistei o máximo que podia aqui, agora vou dar meu melhor nessa outra tarefa” e o “tá tudo bem, isso pode ficar pra depois, mesmo que depois fique ainda mais difícil concluir essa tarefa”. 

 Pense nos nossos amigos atletas: e se eles, simplesmente, decidirem que não estão com vontade de treinar hoje, mas que amanhã sem falta eles treinam? Imagine o nadador Michael Phelps deixando de cair na piscina três vezes por semana às cinco da manhã porque estava frio demais… uma simples recusa dessas seria o suficiente para que ele perdesse seu emprego.

Nos negócios, quantas vezes usamos esse discurso para postergar conclusões importantes? Na vida, aliás, isso também é presente: a dieta que nunca começamos, o livro que não escrevemos e a atividade física que deixamos pra outro dia porque “estamos sem tempo”, ainda que passemos horas navegando pela internet, de olho nas redes sociais dos outros…

Momentos de lazer e distração fazem parte, mas é preciso tomar cuidado para que, com eles, não venha o senso de culpa. Não podemos deixar que a procrastinação sabote nosso talento, pois talento sem ação não tem nenhum valor. 

E é justamente por isso que tantos atletas se dão bem nos negócios quando se aposentam dos esportes: eles são, literalmente, treinados para não adiar, não procrastinar, não deixar para outro dia. Além disso, têm o que chamamos de “mindset de atleta”, um modo de pensar lapidado em anos de trabalho duro e em equipe, que os deixam mais fortes, tanto mentalmente quanto fisicamente. 

Se você considerar que os negócios são um jogo, é aqui que reafirmo: os atletas têm tudo a ver com o modo como você lidera.

Mamba Mentality Business Edition

Como disse lá em cima, Kobe Bryant foi excepcional em sua área de atuação e seu modo de jogar, batizado por ele de “mentalidade mamba”, acabou se tornando um método, que o jogador teve a chance de deixar em livro como espólio para a humanidade. Se você ainda não leu, faça isso: é inspirador em tantos níveis que, não importa qual seja o seu setor, você vai se identificar com o cara. 

Em linhas gerais, Kobe nos deixa um legado que se assemelha muito ao de tantos outros depoimentos de esportistas: disciplina é o que faz um atleta ficar resiliente, tolerante à derrota e atento estrategicamente. Tudo isso é essencial no mundo dos negócios – e começa com a máxima de “apareça para fazer todo dia, independente das circunstâncias”.

Carl Ripken, também jogador de basquete, detém o recorde de mais jogos consecutivos: ele apareceu pra jogar 2.632 vezes ininterruptas. E sabe o que ele fala para justificar não ter “faltado” a nenhum jogo? “Todo dia poderia ter sido o meu melhor jogo”. Então, se ele não aparecesse, teria perdido esse momento.

Aceitar derrotas – enfrentar o fracasso, para Kobe – é parte do processo de evolução. Ao se confrontar com oponentes de maneira constante, inclusive com rivais melhores ou mais treinados, o atleta aceita que, eventualmente, vai experimentar a derrota. Ao contrário do que muita gente pensa, a derrota não é uma vergonha, mas um degrau galgado na escada do sucesso. 

Assim, comemorar pequenas vitórias é importante, aceitar grandes derrotas é essencial e aprimorar-se nesse mix de experiências é o que, de fato, constrói o heroísmo. 

Com esse “mindset de atleta” você pode se tornar um grande empresário ou líder no mundo dos negócios – e é preciso levá-lo em consideração também para escolher sua equipe. Existem sete razões para contratar pessoas com background de atleta:

  1.     Elas costumam perseverar, não desistir;
  2.     São boas na gestão do tempo, pois tiveram que lidar com agendas complicadas de treinos, competições e estudos ou outras atividades;
  3.     Aprendem com fracassos;
  4.     Se responsabilizam e não terceirizam erros, já que estão acostumadas ao trabalho em equipe;
  5.     Priorizam o time antes da conquista individual;
  6.     Estudam o cenário com estratégia, buscando constantemente novas formas de evoluir;
  7.     Sabem tolerar críticas, pois já as receberam em sua carreira.

 Quando trabalhei no Groupon, tive na equipe vendedores sem nenhuma experiência comercial, mas que tinham sido atletas em várias modalidades, cuja performance era melhor que a dos vendedores mais antigos. Óbvio que nem sempre esse é o caso, a experiência conta tanto no histórico de alguém que passei esse texto inteiro falando de atletas, que nada mais são do que a performance baseada em experiência constante. Contudo, os ex-atletas tinham uma vantagem competitiva em relação à experiência de vendas, que era o potencial para treinamento. Não tinham determinada habilidade? Treinavam até exercê-la.  

Às vezes, o que nos falta é justamente essa gana de ir além, de entender que a olimpíada é agora, é o hoje, é o intervalo entre uma grande conquista e outra, e se não nos prepararmos para ela… ela simplesmente não vai chegar.  

Precisamos treinar sempre, de corpo e mente no jogo, seja ele olímpico, dos negócios ou da vida, para conseguir melhorar aquele 1% todo dia, como Kobe nos inspirou a buscar.

Assim, da próxima vez que você vir um ex-atleta em posição de liderança empresarial, ou um aspirante a líder com um livro escrito por um jogador de basquete debaixo do braço, não duvide de nenhum dos dois. Essas são as pessoas que vão ter disciplina, foco e amor para chegar onde bem quiserem.   

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Com mais de 200 palestras online e offline em 2021 para clientes no Brasil, América Latina, Estados Unidos e Europa, o Andrea é hoje um dos palestrantes sobre Transformação Digital, Liderança, Inovação e Soft Skills mais requisitados a nível nacional e internacional. Ele já foi diretor do Tinder na América Latina por 5 anos, e Chief Digital Officer na L’Oréal, e hoje é também escritor best-seller e professor do MBA Executivo da Fundação Dom Cabral

With more than 200 keynotes delivered (online and offline) in 2021 to clients across Brazil, Latin America, the United States and Europe, Andrea is today one of the most requested speakers on Digital Transformation, Leadership, Innovation and Soft Skills in Brazil and globally. He has been the head of Tinder in Latin America for 5 years, and Chief Digital Officer at L’Oréal. Today he is also a best-selling author, and a professor at the Executive MBA at Fundação Dom Cabral.

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Andrea Iorio · 2021 © Todos os direitos reservados.

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