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Coloque-se na seguinte situação: você é head de um team de Marketing, e estão lançando uma campanha muito importante. A mais importante do ano, para sua nova linha de batom. A empresa está toda animada e de olho para o seu lançamento, na expectativa. Particularmente nas postagens da maior influenciadora de maquiagem do momento, que vocês gastaram uma fortuna a contratar para fazer parte do lançamento. Mas no dia do lançamento, uma pessoa do seu time pisa na bola e ao receber o conteúdo criado pela influenciadora, percebe que ela pronunciou errado o nome do produto todas as vezes que o menciona, e, após checar o briefing, vocês notam que a culpa foi da pessoa no seu time pois ela digitou o nome do produto errado. Essa pessoa congela, e começa a ficar super ansiosa sobre tudo que pode dar de errado agora ao ter que abordar a influenciadora pedindo para regravar o conteúdo em cima da hora, por causa de um erro que a empresa fez. Ele fica travada, e você como gestora, tem que reprimir a raiva e orientar ela a resolver a situação, pois de nada adianta ficar choramingando ai. Para fazer ela agir, você tem 3 opções:

  1. você grita para ela de correr para falar com a influenciadora, pedindo urgentemente o novo conteúdo, e explicando claramente o que vai acontecer se ela não o fizer. E já pode imaginar que coisa boa não é.
  2. você pede para ela se acalmar, e depois de ter se acalmado, falar com a influenciadora pedindo desculpas. O problema é que você nota que quanto mais você pede para ela se acalmar, mais ansiosa ela fica.
  3. você senta com ela e descreve o quão legal será, depois de tudo isso, poder contar a história internamente de como reverteu a situação, e do sucesso total que a campanha será. Você nota que ela não se acalma, mas começa a mudar, transformando ansiedade em animação.

Qual caminho você escolhe? Veja bem: não tem resposta certa nem errada, mas se trata apenas de um exercício mental que inclusive será, de alguma forma, respondido com o conteúdo do artigo que irá trazer uma frase do autor. Do meu lado, já pode imaginar que acredito o certo ser a opção 3, pois só o terceiro formato demonstra que está claro que para resolver ansiedade, não adianta pedir para pedir de se acalmar. Isso, na verdade, faz o efeito até contrario. Nos torna mais ansiosos. O que precisamos é transformar essa ansiedade, mas as perguntas são no que, e como? Essas serão as perguntas que abordaremos neste artigo.

A protagonista do artigo de hoje, a Monja Coen, conta mais de 7 livros publicados, 1.7 milhões de subscribers no Youtube, e 2.5 milhões no Instagram, e se tornou uma referência pública e social ao falar sobre Budismo e a vida de forma super simples. Neste episódio, nós iremos entrar mais a fundo nas semelhanças entre ansiedade e animação, e como tornar o estresse e ansiedade em felicidade, e a Monja Coen nos fala exatamente disso na próxima frase.

“Claro que temos: o que vai acontecer hoje? O que eu projetei para hoje? Será que vai dar certo? Tem uma palestra para fazer, tem um trabalho para fazer, tem um encontro, um encontro com uma pessoa que eu gosto, que eu não sei como será esse encontro, e eu fico um pouco ansiosa, ansioso. Uma vez eu fui visitar a esposa do Chagdud Tulpa Rinpoche, que é la de Três Coroas, ele já faleceu e tinha acabado de falecer há pouco tempo, e ela tinha acabado de me convidar para ir até Três Coroas e quando eu cheguei até lá, me disse: “Monja, eu estava tão ansiosa e feliz de recebê-la, que desde ontem me alegrava”. Não é gostoso ouvir isso? Essa é uma ansiedade boa, eu vou me encontrar com você e desde ontem eu comecei a me alegrar, a esperar por você”.

Vamos começar definindo o que é estresse.

Estresse, na física, fundamentalmente é quando algo quer estar em dois lugares ao mesmo tempo. Se eu aplicar pressão nas duas extremidades de uma viga de ferro, eu crio estresse na viga porque uma parte quer estar para cima e outra para baixo. 

Em termos mentais, o estresse é uma incapacidade de decidir o que é importante. Você quer duas coisas incompatíveis ao mesmo tempo. Quero relaxar, mas preciso trabalhar. É isso que você pensa, e fica estressado. Quero viajar, mas estou confinado em casa por causa de uma quarentena. Você fica estressado. Quero ser promovido e por isso aceito tocar mais um projeto na empresa, mas não consigo lidar com tudo isso.

Quando você desiste de algo, de um dos opostos que você tem em sua cabeça, deixa de estar estressado. 

A mente cria estresse constantemente, por causa de múltiplos desejos que são conflitantes, e é normal, mas se a gente não resolver esses conflitos, a gente nunca terá paz de espírito.  

Vou te pedir algo agora: concentre-se e não pense em um elefante branco.

Não pense num elefante branco por nada, pelamor de Deus. 

O que aconteceu?

Que você pensou num elefante branco, admita. Não é?

Sabe porque? Porque você não pode suprimir a mente ou forçá-la a fazer nada. 

Em vez disso, você deseja desenvolver ferramentas para que sua mente possa se acalmar por conta própria. Então, o estresse irá embora naturalmente.

Antes de falarmos como, deixe eu apresentar mais um vilão aqui: a ansiedade.

E a ansiedade já funciona de forma um pouco diferente do estresse, mas acredita que o engraçado é que funciona muito mais semelhante ao seu oposto, ou seja, animação?

Ok, deixe eu explicar: pense por um momento no que acontece com você e o seu corpo quando você fica ansioso. Sentimos tensões, estamos inquietos e nervosos. Também podemos começar a suar, respirar rapidamente, ter problemas de concentração e aumentar a frequência cardíaca. 

Agora pense no que acontece quando ficamos animados ou excitados…quais os efeitos? pense bem…os sintomas são exatamente os mesmos! Aquele nó no estômago que sentimos antes de um primeiro date, é isso.

Qual é a diferença?

A verdade é que é uma só: a diferença está em nossa interpretação. Apenas. Porque se trata exatamente da mesma sensação. Em outras palavras, se reconhecermos esses sentimentos como positivos, ficaremos animados. Se os virmos como negativos, ficaremos ansiosos. 

Volte para o exemplo de um primeiro date: você vai sentir um nó na barriga antes, isso é normal, mas se você focar em tudo que pode dar errado e se preocupa antes do julgamento que a outra pessoa pode fazer da aparência de seus dentes, sei lá, ou você pode focar em tudo que pode dar certo e sentir animação. Tudo depende de você, de como você interpreta essa sensação de incerteza e imprevisibilidade que é inerente a vida.

Veja bem, tem um trecho legal do Pequeno Principe onde ele diz, ao falar para a raposa,  “Se eu sei que vou te encontrar e que você chegar na hora certa, eu já me alegro um pouco antes de você vir”. Na prática é a mesma coisa do exemplo que a Monja Coen fez da viuva do Chagdud Tulpa Rinpoche.

E sabe o legal de ter a capacidade de pensar assim? É que um estudo da Harvard Business School nos mostra que a animação nos ajuda a performar melhor. Para comprovar isso, a Alison Wood Brooks da Harvard Business School pediu aos participantes da pesquisa para repetir para si mesmos “Estou ansioso”, “Estou animado” ou nada, antes de realizar uma tarefa bem….fora da caixa. Pois ela pediu que cantassem “Don’t Stop Believin”, a música super famosa, na frente do grupo em uma sessão improvisada de karaokê.

Os participantes “animados” não apenas ficaram mais animados de verdade, como também cantaram melhor, de acordo com uma medição computadorizada de volume e tom. Eu, Andrea, desconfio um pouco dessas ferramentas porque sempre que ia no karaokê, levava pontuação de 99 ou 100, mas garanto, como cantor eu sou um ótimo palestrante, mas enfim…parentesis encerrada. Resultados semelhantes foram encontrados quando eles foram solicitados a fazer um discurso de 2 minutos diante das câmeras, e fazer um teste de matemática. O resultado mais interessante de todos? É que todos os participantes estavam igualmente ansiosos – mesmo os entusiasmados. Simplesmente dizer que eles estavam animados nem mesmo mudou sua frequência cardíaca. Na verdade, a única diferença era que eles consideravam sua experiência mais “emocionante”, do que estressante.

É a forma como a gente interpreta as situações que nos transformam de ansiosos para animados. Igual falamos no episódio anterior, a gente tem controle sobre pouco ou nada, mas do que certamente temos controle é sobre nossas respostas ao incontrolável.

De novo, podemos ter respostas instintivas que podem ser negativas, nos levando aos dois grandes vilões que falamos aqui, o estresse e a ansiedade, mas podemos depois trabalhar isso para transformar isso em felicidade. 

Ou melhor, em paz de espírito. 

Porque aqui existe uma diferença, e ela é bem grande

Existe uma frase que diz “Paz é felicidade em repouso; felicidade é paz em movimento”. Porque veja, alguém que está tranquilo em repouso vai ficar feliz quando fizer uma atividade, enquanto uma pessoa feliz que não depende de fatores externos estará em paz. O objetivo final não é a felicidade, embora usemos muito esse termo. O objetivo é a paz.

Portanto, a pergunta é: Como você consegue a paz?

O primeiro problema em alcançar a paz é que nenhuma atividade o levará até lá. Fundamentalmente, paz é inatividade; é uma sensação de que está tudo bem.

Se tudo estiver bem, você não está fazendo nenhuma atividade física ou mental para mudar isso. Você também não gostaria de estar fazendo algo para mudar isso, porque isso cria estresse. Você não tem desejos externos, porque isso cria ansiedade até você obter esses desejos, e depois irá querer mais, e mais.  

Vamos parar um momento e falar de desejos. Me desculpe, mas desejos são justamente os maiores catalizadores de estresse e ansiedade. E você vai me dizer: Andrea, mas como eu posso abrir mão de desejos? Vou ter que virar um monge como a Monja Coen ou um eremita numa montanha? É a minha única opção? Bom, antigamente, esse era um dos principais caminhos, mas nem ele era tão eficiente. Você renunciaria a coisas – sexo, abrigo, dinheiro e outros apegos materiais – e iria para um mosteiro. Você pode encontrar um pouco de paz depois de 30 anos, quando finalmente superaria o fato de que não teria essas coisas. Mas a verdade é que é muito mais fácil atingir seus desejos materiais, do que abrir mão deles…é difícil demais desapegar de tudo! Até porque, tudo que você negar a si mesmo, se tornará a sua prisão! 

Desejo é um contrato que você faz se sentir infeliz até conseguir o que deseja. Você fica perturbado porque deseja algo. Então você trabalha muito para consegui-lo e fica infeliz enquanto isso. Finalmente, ao obtê-lo, você volta logo menos ao estado em que estava antes de obtê-lo, em um ciclo continuo. Não é como se você atingisse um nível máximo de paz de espirito que permanecerá para sempre. Nada te fará feliz para sempre. Temos múltiplos desejos, mas eu quero que você reflita sobre a seguinte frase de Confucio: 

 “Um homem saudável deseja 10.000 coisas, Um homem doente deseja apenas uma coisa”. Ou seja, a saude. 

Entendemos então que desejos variam, novos surgem o tempo todo se não os controlamos, e que não podemos contar eles para obter paz de espirito. 

Pelo contrario, vou te dizer uma coisa desapego dos desejos traz paz de espirito.

Um desapego de desejos múltiplos ao mesmo tempo minimiza o estresse, ao mesmo tempo que um desapego de desejos ambiciosos minimiza a ansiedade. 

O problema? O mundo moderno e digital foi desenhado justamente para nos criar estresse e ansiedade, porque? Porque assim consumimos mais.

Quem já assistiu ao filme Clube da Luta? Bom, é um dos meus preferidos e tem três frases muito legais do Tyler Durden, que é protagonizado por Brad Pitt e que é alter ego do protagonista, e que o leva à libertação ao longo do filme.

A primeira é que “as coisas que possuímos acabam possuindo a gente”. 

A segunda é que somos condicionados a “comprar coisas que não precisamos, com dinheiro que não temos, para impressionar pessoas que não gostamos”. Forte essa, hein?

E a terceira é “é apenas quando perdemos tudo que estamos livres de fazer qualquer coisa”. 

E por um momento quero focar nesta última frase, e dizer que, na vida e nos negócios, nós deixamos de fazer coisas importantes porque nos não queremos abrir mão de tudo que já possuímos. Mas com isso, perdemos enormes oportunidades de se transformar, de ter novas experiencias, de achar paz de espirito. 

Faço um: se você tiver investido em uma casa recém comprada, fez uma mega reforma, comprou um monte de coisas e entupiu ela com roupas e decoração, você vai pensar duas vezes diante de uma oportunidade muito boa profissional que surgiu em outra cidade. Não é? Você vai pensar em quão pesada vai ser a mudança, tudo que vai abrir mão, etc. Enquanto se você tiver poucas coisas, morar de aluguel, estiver desapegado, você vai provavelmente ter mais probabilidade de aproveitar essa oportunidade  E atenção, pelo amor de Deus, não estou dizendo que o primeiro cenário seja ruim, pelo contrário: estabilidade e posses são ótimas, mas é meu dever, ainda mais em um episódio dedicado a uma monge budista, trazer a tona o inevitável dilema que está atrás da acumulação de bens devidos aos desejos que temos.

No trabalho, a mesma coisa: nossa companhia inova, tem enorme sucesso com um novo produto ou serviço, alcançamos a liderança do mercado, e é ai que começamos a proteger esse nosso sucesso com um monte de processos, burocracias, etc que em vez de nos libertar para partir para a próxima inovação em um mundo que muda, nos torna mais refém. Resultado? Nos não mexemos, nós não inovamos, e isso é perigoso demais. 

Agora, para finalizar, quero te lançar um desafio prático: vou te pedir para pensar no seu maior medo. Ou um dos maiores medos, sei lá, por exemplo, falar em publico. Pense em algo que te deixa ansioso agora só ao pensar nisso. E faça o seguinte exercício, que o Victor Frankl, sobrevivente ao Holocausto e autor do incrível livro Em Busca de Sentido, chama de “intenção paradoxal”: ou seja, deseje exatamente o oposto do que você quer. 

Ou seja, no caso de medo de falar em publico, peça “quero que minha frequência cardíaca fique o mais alta possível antes de entrar no palco”. No caso de insônia, “Não vejo a hora de ter minha mente correndo tão rápido esta noite que não conseguirei dormir”. Ou no caso de voar, pense “Espero sentir o máximo de adrenalina possível quando entrar naquele avião”. 

Eu sei. Parece loucura. Mas essa é a lógica distorcida e reversa da ansiedade. Ao virar de cabeça para baixo nossa resistência ao medo, criamos uma nova história. Não estamos mais tentando nos livrar da ansiedade, agora apenas a enxergamos de uma nova perspectiva.

A pesquisa mostra que essa mudança não elimina o estado fisiológico de ativação que vem com a ansiedade. Não necessariamente nos acalma. No entanto, isso muda nossa experiência desse estado de alta ativação, de uma tortura por causa da ansiedade à antecipação da animação que vem junta.

Reflita nisso como dever de casa, e me conte.

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Com mais de 200 palestras online e offline em 2021 para clientes no Brasil, América Latina, Estados Unidos e Europa, o Andrea é hoje um dos palestrantes sobre Transformação Digital, Liderança, Inovação e Soft Skills mais requisitados a nível nacional e internacional. Ele já foi diretor do Tinder na América Latina por 5 anos, e Chief Digital Officer na L’Oréal, e hoje é também escritor best-seller e professor do MBA Executivo da Fundação Dom Cabral

With more than 200 keynotes delivered (online and offline) in 2021 to clients across Brazil, Latin America, the United States and Europe, Andrea is today one of the most requested speakers on Digital Transformation, Leadership, Innovation and Soft Skills in Brazil and globally. He has been the head of Tinder in Latin America for 5 years, and Chief Digital Officer at L’Oréal. Today he is also a best-selling author, and a professor at the Executive MBA at Fundação Dom Cabral.

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Andrea Iorio · 2021 © Todos os direitos reservados.

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